quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

As 5 Emoções que me ajudam a praticar o Desapego Emocional



Resolvi escrever As 5 emoções que me ajudam a praticar o desapego emocional, porque hoje se fala muito em desapegar-se de “coisas, com arrumar o guardar roupa, limpar a casa, arrumar sua mesa de trabalho etc. A velocidade das coisas nos levam a entender que se maquiar o externo, o interno também ficará bonito, mas seria como passar um blush no rosto e querer alterar a cor natural da sua pele. Podemos aumentar a velocidade do filme, mas a mudança interior passa em câmera lenta. É preciso esquecer o externo, e olhar para dentro de si mesma. Se não fizer isso, não importa o quanto quer mudar, não vai conseguir, falo por experiência própria. A baixo vou explicar as 5 emoções que me ajudam a praticar o desapego emocional e no final vou ensinar uma técnica infalível para você mudá-las.

1 – Eu sou vítima

Pessoas que gostam de se passarem por vítimas são aclamadas por certo tempo, pois passam a sensação que foram lesadas. E os outros pensam: Ah coitada, ela foi vítima! Não conseguiu o sucesso, pois foi vítima das circunstâncias! E assim vai. Essa síndrome de vitimização na maioria das vezes acontece na infância. Aquela criança que adora chamar atenção dos pais de toda forma, quando crescem, mantem as mesmas manias; sempre têm que arrumar um modo de chamar a atenção e tornarem-se vítimas de si mesma, pois todos sentem “pena” de vítimas. Mas ser vítima causa um mal enorme a própria vida e ao corpo. Para ser vítima é preciso uma carga emocional muito grande e toda vez que você coloca pressão demais no cérebro, ele arruma um jeito de se aliviar, distribuíndo ela pelo corpo através das doenças. Pare de ser vítima e assuma de vez que você é responsável por tudo que acontece na sua vida.

2- Eu me rejeito

Você tem dúvida se rejeita a si mesma? Pois pegue um espelho e olhe bem a imagem que está refletindo. Se perceber esses pensamentos, “ Eu sou muito gorda”, “ Como eu sou feia” “quero ser uma outra pessoa” “Todo mundo no meu emprego é melhor do que eu” e assim vai… Se você teve algum desses pensamentos, acredite, você se rejeita. A auto rejeição é a culpada por muitos fracassos durante a vida. Antes de explicar os males da rejeição, vou falar de uma coisa chamada de “energia”. Todos os nossos sentimentos se transformam em energia e essa energia se expande no ar. Imagina que a energia da rejeição é como uma nuvem negra e toda hora que se sentir rejeitada, essa nuvem irá se propagar para as pessoas a sua volta… Imaginou? Pois bem! Todos rejeitam uma nuvem negra, certo? Se as pessoas rejeitam as nuvens negras, por que não rejeitariam você, se é isso que você está passando para elas? Por esse motivo que elas fazem piada com seu corpo, chama-lhe de gorda ou de magra, lhe fazem sentir incapaz, pois elas estão respondendo a energia que você está emanando. Rejeitar a si mesma é viver em um casulo negro, onde as pessoas apontam o dedo o tempo todo para seus defeitos e dificuldades. Não os culpem, pois eles somente estão respondendo os seus estímulos. O cérebro não entende o que é certo ou errado, ele somente entende o estimulo que você manda através dos seus pensamentos e emoções. Se você mandar o estimulo de: Eu sou gorda!, o cérebro vai mostrar isso para todas as pessoas que olham para você, pois ele somente trabalha a seu favor e se você quer se sentir gorda ou cérebro responde: – Ótimo você vai ser gorda! Simples assim.

3- Eu sou orgulhoso

Ah se achasse um lâmpada mágica e pudesse fazer um pedido, faria: retirar da face da terra o orgulho, pois ele é um mal que devora as pessoas que o alimentam. Você sempre está com a razão? Odeia errar? Precisar ser o primeiro em tudo? Não se permite? Não cede nunca? Se alguma dessas perguntas têm haver com você, se junte a mim em busca da lâmpada mágica, pois esse orgulho vai acabar com você. Ele o deixa cego, preso nas suas próprias convicções. Mesmo que tentem lhe alertar que está errado, você não ouve e continua somente para mostrar que não cede a conselhos alheios. Pessoas orgulhosas vivem tensas, pois precisam controlar tudo a sua volta e quando acontece algo que saiu do seu controle, ficam com raiva de si mesmas por não terem percebido antes de acontecer. Imagine como é o cérebro de uma pessoa orgulhosa, tendo de estar ligado, produzindo energia, buscando um meio de estar o tempo todo na frente e no controle. Os orgulhosos não se permitem e somente descobrimos as maravilhas do mundo se nos permitimos a conhecer coisas novas. Liberte-se do seu orgulho, seja mais flexível, errar é possível, natural e faz parte do aprendizado, para que nos tornemos melhores.

4- Eu me culpo

Não seja tão rigorosa como si mesma. Aquilo foi um erro banal! Pare de ver montanhas em um pequeno monte de terra. Culpar a si mesma é dar à sentença sem ao menos ser julgada. Temos a mania de nos culpar de tudo que acontece conosco. A culpa nos torna fracas e perdedoras, pois aceitamos a derrota na primeira dificuldade. Imagine se o Steve Jobs se sentisse culpado por ter sido demitido da sua própria empresa, talvez hoje você não estivesse lendo esse artigo no seu celular. Temos que analisar nossas falhas. Chorar uma noite toda pelas nossas escolhas erradas, mas ao amanhecer, enxugar as lágrimas e aceitar que foi feito tudo que estava ao seu alcance. Tenha esse princípio em mente: Tudo que se faz, têm cinquenta por cento de chance de dar certo ou errado. Se aprender isso, não vai se culpar mais. Tudo pode ser modificado e mudado se você mudar a forma que olha para a situação.

5 – Carência

Para terminar, livre-se de sua carência, ela já lhe fez fazer tantas coisas, que você não faria se não a sentisse. Como definir a carência? É como se existisse um vazio dentro de si, que um oceano inteiro não conseguiria preencher. A carência faz com que você se entregue a primeira pessoa que lhe dê um pouco de carinho e atenção, te torna depende dessa pessoa e quando a mesma não pode ou não quer mais suprir essa carência, você fica irritada e emocionalmente abalada. É difícil lidar com esse sentimento, pois a falta nos sufoca o peito e a sensação de querer mais e mais invade a alma, mesmo sabendo inconscientemente que nada consegue suprir isso. Vou lhe falar uma verdade. Sei que vai ser difícil de você aceitar, mas ninguém no universo será capaz de extinguir sua carência, a não ser você mesma. Seu marido pode transbordar de carinhos e atenção a você, mas ele não vai ficar o tempo todo ao seu lado e quando estiver sozinha, vai sentir um vazio enorme por dentro. Por isso, algumas pessoas se sujeitam a certas situações, apenas para ter alguém para encher esse vazio por algum tempo. Depois que você aceitar o seu vazio e que somente você pode preenchê-lo, vai começar a ver a carência de outra forma e vai buscar situações que preencham isso, sem depender de ninguém. Algo que você goste de fazer e faça sem seu marido, namorado ou filho ou até amiga. Simplesmente faça! Vai sentir medo no início, pois pessoas carentes sempre precisam de outra por perto, nem que seja apenas para olhar para essa pessoa e pensar: eu tenho alguém para me dá atenção. Mas continue a fazer algo que você goste, mesmo sem ninguém que conhece por perto e logo vai perceber que esse buraco dentro de ti, vai diminuindo. Lembre-se: você é a única pessoa que conhece seus anseios. Prestar atenção neles e resolvê-los vai te torna uma pessoa completa.


Vamos para parte que depende somente de você: Sair da sua zona de conforto em que se encontra agora, é total responsabilidade tua. Pense bem, se continuar a fazer as mesmas coisas, vai ter os mesmo resultados; isso é fato. Todas as 5 emoções que me ajudam a praticar o desapego emocional, podem ser removidas com um simples ato: De você amar a si mesma com toda força do mundo. A pessoa mais importante do mundo é você, acredite nisto. A sociedade dominadora coloca em nossas cabeças, que amar a si mesmo é egoísmo, mas eu digo com toda certeza, egoísmo é se anular para que as pessoas fracas te amem. Vou lhe dar uma missão e se você fizer por um mês seguido, eu lhe garanto que você remove qualquer uma dessas 5 emoções. Vamos lá:

- Primeiro defina qual emoção você quer trabalhar primeiro, vítima, culpa, orgulho, rejeição ou carência… Definiu?
Anota a frase que vou passar no seu celular ou em outro local de faço acesso:

Mesmo sendo _________(coloca aqui a emoção que você definiu) eu me aceito, me aprovo e me amo do jeito que eu sou, sempre procurando melhorar com paciência e ternura.

Exemplo:
Se você definiu a emoção de vítima, fica assim: Mesmo sendo _Vitima_eu me aceito, me aprovo e me amo do jeito que eu sou, sempre procurando melhorar com paciência e ternura.

Ao acordar, depois do almoço e antes de dormir e toda vez que se olhar no espelho, repita a frase a ser trabalhada. Faça isso por um mês e veja os resultados. Isso mudou a minha vida, e vai mudar a sua. Sei que parece simples, mas as coisas simples são as mais difíceis de fazer. Conhece aquela música que se canta nos aniversários? Essa música: Parabéns para você nesta data querida… é uma música muito simples, cantada por todos. Agora, lhe pergunto: Quantas pessoas criaram outra que a substitua? Até tentaram, mas não conseguiram, pois o simples toca a todos. A frase que lhe pedi para fazer é simples, mas tem uma força enorme para mudar a sua vida. Acredite em mim, pois eu acreditei e mudou minha vida. Se não fosse essa frase, eu não estaria escrevendo esse artigo hoje, pois não acreditava que eu poderia fazer isso.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A Senda Oculta na Natureza - O Dharma dos que a Trilham



Nos dias que correm, quando um grande instrutor ora entre nós parece pôr de lado o que durante anos consideramos como realidades sacratíssimas, deve haver em muitos, no momento, perturbação nos corações e indecisão nas mentes. Entretanto, se nos pudermos firmar definidamente a rocha da intuição interior, a luz e compreensão alvorecerá em nós, luz cuja serena força é o seu próprio testemunho de verdade imortal. E, à luz da intuição, ver-se-á que as idéias, os conceitos mentais, não são senão peças com que jogamos o jogo da vida, símbolos indicando as realidades essenciais que por detrás deles se escondem. Por isso, quanto é bom que um grande instrutor ora entre nós, talvez o maior que já ensinou aos homens, nos obrigue a mudar continuamente os nossos símbolos de valores e a jogarmos a nossa partida com peças sempre novas, de modo a compreendermos que é o jogo da vida que importa e não as peças com que o jogamos! Se as peças constituírem para nós a realidade, então perder-nos-emos na agitação do jogo e sofreremos as tristezas ilusórias, que resultam de todas estas condições estáticas conhecidas pelas denominações de beatice, superstição e interpretação dogmática.

Nada significa trocar um conjunto de símbolos mentais por símbolos mais finos, se afinal ainda cometemos o erro fundamental de tomarmos os nossos conceitos mentais como a Realidade, quando em verdade não são mais do que janelas através das quais divisamos o Infinito e por meio das quais, por sua vês, a Eternidade nos fala. Devemos compreender que não são senão janelas e não nos determos a considerar se têm a forma adequada ou se as adornamos e pintamos de modo conveniente; devemos é aproveitá-las de modo apropriado para olhar através delas e olhar para além. Se, quando alguém atacar o vosso conceito mental, com isto vos sentirdes chocado, então é que ainda não aprendestes a olhar através dos mesmos. Ainda estais imerso na contemplação do exterior da janela.

Assim se deu com as nossas idéias relativas à Grande Hierarquia de Mestres de Sabedoria e à Senda do Adeptado. Talvez seja essa a verdade que há por detrás destas misteriosas palavras das escrituras védicas: “Se pensas que os deuses existem, eles existem; crê-se que não existem, não existem”.

Isto não é confortador para alguém que deseje uma concepção mental estável, em que venha a encontrar a salvação e a paz. Mas a vida ensinou-me que ali é que não a podemos encontrar e sim apenas mais para além. E esse além não tem nome, nem senda, nem sede. Apenas pode ser indicado por meio do paradoxo ou do silêncio. Por isso é que sabiamente o Buda ensinou que se alguém afirmava que o Nirvana existia, afirmava algo de falso e que igual falsidade dizia quem afirmava não existir o Nirvana. Portanto, se o nosso “coração” estiver definidamente firmado na intuição, no além, nossas “mentes” poderão contemplar sem perigo as concepções mentais, apreciando-as sem pelas mesmas nos deixarmos prender.

Deste modo, amo o Mestre, embora saiba que as minhas idéias a Seu respeito não são senão pequenas janelas através das quais passa a Sua glória e que esta mesma é parte da Glória do Todo. Mas, através destas janelinhas, eu penetrarei no grande Além, na região que pertence “a todas as almas puras igualmente”. Mas, então, existirá o Mestre realmente? Para mim, Ele existe, embora eu saiba que a minha pequena escala-móvel de idéias não é senão o ramo do qual, um dia, o Pássaro de Deus de minha alma partirá em seu voo ao empíreo. Então, eu O verei, ao Mestre, face a face, essência perante a essência, espírito perante o espírito, e compreenderei esse espírito uno da vida que é o meu único ser verdadeiro.

Existe a Grande Hierarquia? Naturalmente, embora não tenha eu dúvida de quão mesquinhas e pobres sejam nossas idéias a respeito. Com efeito, parece-me que por vezes falamos da Grande Fraternidade como de um conselho de uma Igreja mais alta, ao qual tivéssemos um acesso privilegiado e de cujas intenções recebêssemos as primeiras participações. Não penseis que o digo sarcasticamente, mas a ideia da Fraternidade é algo de tão elevado, tão divino, tão adorável, que eu desejaria conservássemos sempre nossas idéias a respeito tão amplas quanto o mundo que Ela vive amando o servindo!

Não será, porém, verdade a existência de uma Senda que conduz aos Mestres de Sabedoria, de um cerimonial de iniciação que torna o homem para sempre partícipe do Seu Trabalho? Naturalmente que sim; é verdade; mas penso (e estou pronto a aceitar, neste ponto, a corrigenda de algum irmão mais sábio e antigo do que eu, que me explique estar eu mal informado) que erramos no passado supondo que a senda da iniciação era o caminho que todos os homens afinal eram chamados a trilhar, assim como que todos um dia teriam que chegar aos pés de um Mestre, para, sob seus especiais cuidados, passar uma série de iniciações e assim atingir Moksha ou a libertação. Subba Row em seus “Escritos Esotéricos”, pág. 313, chega à conclusão oposta. Citarei algumas palavras que admiravelmente esclarecem o assunto:

Esta filosofia reconhece duas sendas, ambas tendo o mesmo fim: uma humanidade glorificada.

Uma é a senda natural, constante, do progresso por meio do esforço moral e da prática das virtudes. Um crescimento natural, coerente e seguro da alma daí resulta, uma situação de firme equilíbrio é alcançada e mantida, situação que não pode ser subvertida ou abalada por nenhum assalto inesperado. É o método normal seguido pela grande massa da humanidade e é o caminho que Shankaracharya recomendou a todos os seus sannyasis e sucessores. A outra senda é o caminho vertiginoso do Ocultismo, através de uma série de iniciações. Somente umas poucas naturezas especialmente organizadas e apropriadas são aptas para esta senda.

O progresso oculto, o crescimento nessa senda, tem lugar dirigindo ao Adepto, através do chela, várias forças ocultas (vide Cartas dos Mestres de Sabedoria, Carta XXX, pág. 82), que o habilitam a obter de modo prematuro, se assim me posso exprimir, o conhecimento de Sua natureza espiritual; e a obter poderes para os quais moralmente não esteja ainda capacitado em virtude do seu grau de progresso. Nestas circunstâncias pode acontecer que o chela perca o seu equilíbrio moral e caia na senda dos dugpas.

Disto não se deve concluir que a Escola Sulindiana de Ocultismo considere o adeptado e a iniciação como um erro, como uma usurpação violenta e perigosa das funções da natureza.

A hierarquia do adeptado é tão estritamente um produto da natureza como o é uma árvore; tem funções e objetivos definidos e imprescindíveis no desenvolvimento da raça humana; sua função é a de manter aberta a senda ascendente, por meio da qual desce a luz e orientação, sem as quais a nossa raça teria que dar cada passo pelo método fatigante e sem fim da tentativa e fracasso em todas as direções, até que o acaso mostrasse qual o caminho a seguir.

Na realidade, a função da hierarquia do adeptado é prover de instrutores religiosos as titubeantes massas humanas.

Mas esta senda é eminentemente perigosa para aqueles que não possuem o talismã que lhes assegura a imunidade; esse talismã é uma devoção perfeitamente abnegada, feita de esquecimento de si próprio e de auto-sacrifício, ao bem religioso da humanidade, auto-sacrifício que não é temporário, pois jamais deve ter fim, e cujo objetivo é a iluminação religiosa da raça humana. Sem este talismã, embora o progresso do chela possa ser muito rápido durante certo tempo, chegará um ponto em que tenha que parar, quando o valor moral real tiver que falar e então o homem que progrediu pelo outro caminho mais lento e seguro, pode alcançar primeiro do que ele, a imersão de si mesmo na luz do Logos.

É por isto mais sábio não procurar a senda do chela; se a pessoa para ela estiver preparada o seu karma a ela o guiará, imperceptível mais infalivelmente; pois a senda do ocultismo procura o chela e não deixará de encontrá-lo, sempre que se apresente quem tenha aptidão.

Atentai nas palavras de Subba Row, “o seu karma o levará ao caminho”; acrescentarei: também o seu “dharma” inato. Ora, o que é que faz com que uma pequena parte da humanidade trilhe a senda vertiginosa do ocultismo? Primeiro, o “dharma” inato do Eu interior imortal e depois, o karma que formou à medida que progrediam suas vidas terrenas. O Bispo Leadbeater nos diz de um grande número de teosofistas pertencentes a um grupo de egos, possuindo características semelhantes, e aos quais ele chama “Servidores”. Como mônadas e egos, eles parecem especialmente interessados no grande Plano da Evolução e se acham por isso ansiosos por se consagrarem ao desenvolvimento deste. Eis porque a Teosofia nos atrai tão irresistivelmente, porque a sua verdade nos fala de modo tão intenso e imediato; - porque é a Sabedoria que descreve o Plano e é assim aquilo pelo que o nosso eu mais profundo sempre mais vivamente se interessou. Como bem disse o Mestre K.H.em uma carta a Miss Arundale: “As linhas convergentes de vosso karma vos trouxe, a todos e a cada um de vós, a esta Sociedade, como a um foco comum, para que todos possam auxiliar a fruição do início interrompido, de vosso nascimento anterior. Nenhum de vós será tão cego que julgue ser este o vosso primeiro contato com a Teosofia? Por certo, compreendeis que isto seria o mesmo que admitir viessem os efeitos sem as causas”.

Isto nos leva a considerar o curso exterior, o karma de um ser humano. Que espécie de laços kármicos formados no passado levariam inevitavelmente o homem ao ocultismo?

Penso que deveríamos reconhecer, que, de maneira muito elevada e sublime, a Grande Fraternidade é como uma Loja Maçônica aqui na terra. Possui os seus oficiais graduados, seu trabalho especial e particular e a entrada à corporação depende do quererem alguns de seus membros apresentar determinado candidato, assim como da aptidão deste para o trabalho deles. Nem todos, porém, estão destinados a se tornarem maçons, nem, tão pouco, é o ingresso à Loja o único meio de iluminação. A Corporação Maçônica existe para servir os homens e para transmitir o facho do conhecimento coletado e secreto, de uma a outra geração de iniciados. Assim também a Grande Loja Branca dos Mestres de Sabedoria. Ela reuniu e transmitiu através de milhões de anos conhecimento especial e detalhado sobre a natureza do homem e o sistema no qual evolui. Existe para servir à humanidade de modo particular e especial e quantos se lhe desejem juntar às fileiras devem dar provas de devoção integral e abnegada à obra para cuja realização ela existe. Em verdade, com que outro fim deveria algum de seus membros assumir a responsabilidade de propor e secundar um candidato para a iniciação em seu seio. Devem ter toda segurança a seu respeito e isto naturalmente resulta de um conhecimento mais longo através de muitas vidas. Se alguém se encontra hoje na posição de chela de um Adepto é porque em passadas vidas esteve em relações kármicas com Ele e assim o Mestre o conhece e está disposto a pô-lo à prova. Muitos dos oficiais mais altos da Grande Loja Branca vieram, no passado, do seio desse grupo especial de egos chamados “Servidores”. Não é, portanto, de surpreender que muitos de nós, muito mais jovens em desenvolvimento espiritual, mas pertencentes ao mesmo grupo, nos encontremos aproximados d’Eles, por meio da Sociedade Teosófica.

É possível que seja não só karma, como também dharma de muitos de nós, trilharmos esta antiga e estreita senda. Se assim for, a ela sentir-nos-emos irresistivelmente atraídos. Mas, isto não quer dizer que as grandes massas humanas tenham que seguir esse caminho. Penso que assim não seja; e a mensagem do Instrutor do Mundo se destina às multidões humanas. Parece-me até que não se possa concluir que mesmo a maioria dos membros da Sociedade Teosófica devam seguir essa senda. H.P.B. preveniu-nos há muitos anos que o trabalho principal da Sociedade era a filantropia e de que ela existia antes de tudo para propagar o espírito de compreensão e de fraternidade e não, principalmente, - para usar as suas próprias palavras – “para ser terreno de desenvolvimento intensivo para futuros Adeptos”.

E, no entanto, isso também é parte do trabalho de nossa Sociedade. Somente a determinação inalterável e a firmeza abnegada do ser humano podem firmar em cada caso se é seu dharma seguir assim. Se individualmente sentirmos que assim é, então consagremo-nos ao empreendimento abnegadamente e de todo coração.  A senda é clara e o método é semelhante ao de qualquer empreendimento terreno. Se alguém deseja elevar-se, tornar-se, por exemplo, um membro acreditado de alguma firma comercial, ele faz seus os negócios da firma e lhes consagra toda a sua alma e atenção. Não se assusta com horas de trabalho extraordinário e vive a sonhar de que maneira possa promover os interesses da firma. Se lhe ocorre uma boa idéia, ele prontamente procura fazer com que a adotem os seus superiores. Os negócios da firma são seus negócios. Procura inspirar confiança aos seus superiores e provar-lhes a sua firmeza, iniciativa, sua alegre disposição de aprender, de aceitar responsabilidades, de guiar. Na realidade, ele demonstra a sua integral e abnegada devoção pelo trabalho e pelos ideais de sua firma. Com o tempo os seus superiores vêm a reconhecer essa devoção, a confiar nele, a experimentá-lo em atuações de maior vulto e responsabilidade. Dá-se exatamente o mesmo em relação à Grande Fraternidade dos Mestres de Sabedoria. Aqueles que Os quiserem seguir, quiserem servir à humanidade pela forma porque Eles o fazem, e passar à Grande Paz pela senda que trilham, - devem dedicar-se inteiramente a esse serviço, sem nada pedir em troca, deixando a preferência e o adiantamento na grande obra ao julgamento dos seus superiores e às necessidades do trabalho.

Deve lembrar-se do talismã que tem de levar consigo nessa tão difícil e perigosa senda: “uma devoção perfeitamente abnegada, cheia de auto-sacrifício e de esquecimento de si mesmo, ao bem da humanidade, abnegação que não é temporária, mas que jamais deve ter fim” Podemos trilhar essa senda! Dá-nos realmente inspiração! Detenhamo-nos um instante e consideremos essa interrogação antes de nos permitirmos um sentimento de ligeira superioridade em relação às multidões humanas que seguem o caminho normal e natural, em sus ascenção para a beatitude imortal. Portanto, como bem o escreveu o Mestre K.H. há quase cinqüenta anos, ao Sr. Leadbeater: “As dificuldades, a abnegação, o martírio e a morte, são os incentivos que atuam, nas horas de crise, sobre o coração do verdadeiro chela”.

Se não conservarmos esse talismã em toda a amplitude e pureza, o desastre nos aguarda e diante de nós hão de abrir-se bruscamente abismos não suspeitados: “Não desejes semear nenhuma semente para tua própria colheita; desejes apenas semear o gérmen cujo fruto nutrirá o mundo... Entretanto, é inútil para o discípulo procurar aprender procurando restringir-se. A alma deve estar sem peias e os desejos, livres. Mas, até que se fixem naquele estado no qual não há recompensa, nem castigo, bem nem mal, é em vão que ele se esforça. Poderá parecer que faz grande progresso, mas algum dia há de encontrar-se face a face com a sua própria alma e reconhecer que ao vir até à árvore do conhecimento escolheu o fruto amargo e não doce”. Seguindo pela senda cheia de precipícios do ocultismo, a menos que possua o talismã da perfeita abnegação, o chela poderá perder o seu equilíbrio moral e fracassar; sim, “grandes seres fracassam, mesmo do próprio umbral, incapazes de suportar o peso de sua responsabilidade, incapazes de seguir avante”.

Ainda assim, para alguns de nós, “não há outra senda”. Por onde seguiu o Mestre dos nossos sonhos, por aí queremos seguir. Certo, se O amarmos e amarmos os homens mais do que a nós mesmos, trilharemos a salvo a senda estreita e reta, que conduz ao céu aonde desejamos ir ter. Esse céu, porém, não é ampliação, nem glorificação do eu. É aquilo que cada homem criou com sofrimento e por meio do qual, à medida que lentamente desenvolve a sua inteligência, alcançará a vida que está para além da individualidade. E nesse mundo, há um tempo, estão e não estão os deuses.

O Papel da Consciência na Meditação

Por Radha Burnier


Existem várias palavras importantes, tais como deus, cujo significado tornou-se tão amplo pelo uso vago, que elas tendem a perder todo o significado. Meditação é uma palavra que pode denotar experiência profunda bem como práticas estranhas.

Para aprender a meditar, deve-se em primeiro lugar considerar o que significa meditação e não começar com o meditar. Não podem ser adotados os meios sem dar relevância ao fim. É necessário saber primeiro se você quer subir uma montanha ou cruzar o mar, antes que encontre os meios para fazê-lo. Se você deseja cruzar o mar, seria insensato equipar-se com uma picareta e uma corda. Assim, é necessário primeiro tentar entender o que a meditação implica e somente então é possível saber como empreendê-la.

No curso da evolução, as formas são desenvolvidas e aperfeiçoadas; a consciência, incorporada às formas vivas, expande-se e , portanto, manifesta os poderes inerentes a ela própria. Na antiga tradição da sabedoria, é dito que não há forma que não incorpore vida ou consciência. O que aparece como “matéria” não está destituída de consciência; mas a consciência está tão oculta, tão latente, que não a percebemos. Nas formas rudimentares de vida, a consciência funciona de uma maneira também rudimentar. Neste estágio, a vida incorporada está apenas vagamente consciente. Nas formas de vida mais desenvolvidas, por exemplo no reino vegetal, há mais consciência. Têm sido provadas nos últimos anos que as plantas respondem aos sentimentos em torno delas, fato descoberto décadas atrás por um cientista indiano, Sir Jagadish Chandra Bose. Entretanto, as plantas não têm aquele grau de consciência que é encontrado nos animais inteligentes: o elefante, o cachorro, o macaco são todos criaturas nas quais a consciência está muito mais desenvolvida. Quando chegamos aos seres humanos, os poderes da consciência revelam-se numa medida ainda maior.

Este movimento da evolução, que é o desenvolvimento do organismo, implica em que o organismo se torne mais e mais capaz de ser um canal para a força da vida. Também implica na expansão da consciência que está incorporada no organismo. Isto é retratado pelo símbolo que foi amplamente usado na Índia, no Egito e alhures – o lótus. O lótus  tem seu nascimento em terreno grosso, lamacento. Ele eleva-se na opacidade da água misturada com lama, depois ainda mais além, na água clara, até que alcança o ar puro do céu. Ele simboliza como a consciência se expande desde as formas inferiores, que não lhe permitem revelar muito seus poderes, até as formas superiores, que permitem a canalização de seus poderes em medida cada vez maior. À medida que o lótus se eleva no ar, é primeiro um botão fechado sobre si mesmo. Então floresce como uma bela flor, considerada por alguns de beleza incomparável. Ele recebe a luz do sol, abre-se para a imensa extensão do céu e espalha seu perfume no ar.

A consciência humana, como existe no indivíduo comum, pode ser comparada ao botão de lótus. Ela tem de florescer e revelar a beleza e a fragrância que são inerentes ao seu interior. Aprender a despertar a consciência, para que sua presente potencialidade oculta floresça para um estado de absoluta plenitude é meditação.

A palavra cônscio significa estar apercebido. Não há consciência destituída do poder de estar cônscia, de estar apercebida. Nós todos somos indivíduos cônscios. Entretanto, se observássemos a nós mesmos, saberíamos que nosso poder de ser cônscios é muito limitado. A consciência funciona de muitas maneiras diferentes: através dos sentidos, através do observar, do ver, do escutar, do sentir, etc. A consciência está cônscia através da modalidade do sentir quando há simpatia; quando pensamos em alguma coisa, isto também é uma maneira de estar cônscio. Assim, existem vários modos de estar cônscio.

Agora vamos tentar descobrir como alguém está cônscio. Pensemos numa pessoa que olha para uma bela cadeia de montanhas. Ela pode estar cônscia apenas de uma grande massa de matéria na frente dela, se é uma pessoa insensível. Isto equivale a dizer que sua consciência não está muito cônscia. Portanto, ela não percebe nada mais do que a massa física diante dela. Existem muitos seres humanos assim. A maioria das pessoas torna-se assim, se vêem uma montanha durante muito tempo. Quando continuamos  a ver uma coisa, nos tornamos insensíveis a ela; cessamos de estar cônscios da maravilhosa cadeia de montanhas e nos tornamos absorvido em pequenas preocupações insignificantes. Ou somos às vezes cônscios da massa material apenas ou outras vezes sensíveis a alguma coisa mais, à majestade, à estabilidade, à beleza da cadeia de montanhas. Quando a consciência está apercebida não apenas da aparência física mas dos atributos intangíveis pertencentes à montanha, então ela está mais apercebida, mais cônscia do que estava anteriormente.

Pensemos num outro exemplo – uma flor. Uma pessoa que é comercialmente inclinada, pensa na flor meramente como um objeto que dá dinheiro. Alguém que responda um pouco mais, nota várias coisas -  a maneira pela qual ela é formada, o desenho das pétalas, a textura, a delicadeza da coloração e assim por diante. Mas, embora nota mais, ele pode ainda falhar de estar cônscio daquilo que pode ser chamado a “essência” da flor – sua natureza intrínseca, a verdade oculta dentro dela.

Os filósofos têm salientado que a beleza é descoberta ao ir-se abaixo da superfície das coisas. Keats escreveu: “Beleza é verdade – verdade-beleza – isso é tudo”. A beleza é ver a verdade oculta no interior, que tem pouco a ver com as qualidades ou características externas. A forma externa pode ser bela para uma pessoa e não parecer assim para outra. Quer a forma pareça bela ou não, aquele que ama vê a verdade dentro, como faz uma mãe que percebe a natureza preciosa de uma criança que outros consideram feia. A verdade ou realidade oculta existe em toda a parte, não somente numa criança particular, numa pessoa ou coisa. Alguns a vêem num lugar, outros em outro. A consciência que desfrutamos é apenas mais ou menos sensível, freqüentemente vendo apenas a forma externa, outras vezes vendo a forma bem como suas qualidades, ocasionalmente vendo ainda mais, no coração das coisas. Quando penetra no coração, ela pode assim fazer mais ou menos profundamente. Ver profundamente é ver o significado, o sentido, o valor. Despertar não meramente para o valor das particularidades, mas despertar para o valor e o significado de toda a vida é alcançar um estado de sabedoria.

Para aquele que atingiu este estado de profundo apercebimento e sabedoria, a vida torna-se totalmente diferente. Ver e agir corretamente, afetuosamente, harmoniosamente, é sabedoria. Se uma pessoa vê somente a forma externa de uma flor e para ela esta é somente o valor monetário, pode esmagá-la e jogá-la fora no momento em que ela cessa de ser de valor pessoal. Mas aquele que vê a beleza, o significado, a verdade da flor, não pode danificá-la. Ele a trata com amor, cuidado, delicadeza. Isto é verdade com referência à vida como um todo. Uma pessoa que percebeu o significado da vida não pode atuar de uma maneira destrutiva. Ela age espontaneamente de uma maneira criativa, amável, que é sabedoria em ação. Assim, quando há um completo despertar da consciência, quando há total apercebimento, manifesta-se como uma vida santa e um relacionamento afetuoso.

Aprender a alcançar esta sabedoria é meditação. Meditação é o despertar do poder de apercebimento, de consciência, para que assim ela veja não somente o externo, mas também o interno; não somente o que é material, mas também o invisível; não meramente o grosseiro, mas o sutil.

O que auxilia alguém na meditação é o que auxilia a consciência a tornar-se mais profundamente cônscia, a tornar-se muito mais sensível do que ela é; assim, suas respostas não são limitadas às coisas externas, materiais, grosseiras. Ela vibra com as coisas sutis, internas, espirituais. Quando isto é entendido, está claro o que é a base da meditação. Obviamente isto implica numa maneira de viver. A consciência não pode ser sensível quando existem fatores na mente que são destruidores desta sensibilidade, condições que obscurecem a percepção. Quando certas paixões, certos tipos de pensamentos existem, o apercebimento é destruído. É impossível ver corretamente. Uma pessoa que é ciumenta não pode ver por causa do ciúme, que atua como uma tela ou nuvem. Otelo, de Shakespeare, via tudo através da coloração de seu ciúme. Ações inocentes pareciam-lhe culposas. Tudo o que sua esposa dizia ou fazia a ele parecia conter um mal, pois não estava vendo os fatos como são; ele estava iludido por seu ciúme. Quer exista ciúme, amor ao poder, cólera, inveja ou outras tais paixões, a consciência perde sua capacidade de ser verdadeiramente cônscia. Ela pensa que vê, mas vê falsamente. Portanto, deve-se aprender a viver de maneira correta e trabalhar para purificar, através da observação e do entendimento, todas aquelas tendências que distorcem a mente. Tudo o que tem sabor de egoísmo é destruidor do poder da consciência. Portanto, na antiga tradição da ioga, eles ensinaram que a base da meditação é um modo ético de vida. Violência, agressão (que eles chamavam himsa), gula, ganância, trapaça, etc., atuam como uma barreira à percepção. Assim, se tem de estar constantemente vigilante aos impulsos e motivos conscientes e subconscientes, se está realmente interessado em expandir os poderes da consciência e preparar-se para a meditação num sentido mais profundo.

Sem estabelecer um alicerce, nenhuma estrutura pode ser construída. No mundo de hoje, as pessoas buscam atalhos para tudo e querem “atingimento instantâneo”. Existem os ditos “gurus” que dizem que você pode viver qualquer tipo de vida que queira, uma vida de indulgência, auto-interesse, buscando poder, prazer, etc. – e também obter a iluminação, sob sua égide. Mas o raciocínio mostraria que isso não é possível. Iluminação significa ser capaz de ver e não se pode ver mesmo coisas ordinárias, mundanas, corretamente, como era o caso de Otelo, se a mente não está na condição correta e se não faz o esforço para viver uma vida reta.

Descobrir o que torna a pessoa mais cônscia é a próxima tarefa. Quando nós observamos, vemos escutamos, é a consciência que está vendo, escutando. Mas nós vemos muitos pouco na vida. Quando olhamos para uma flor, não apenas não vemos a sua “interioridade”, mas também deixamos de ver o que está acontecendo dentro de nós. Não notamos sequer se nós notamos. Não observamos nossas próprias reações clara  e cuidadosamente. Desenvolver o poder de apercebimento significa aprender a observar não somente o que está fora mas também o que está acontecendo a si mesmo, cuidadosamente, sensivelmente, dando a si próprio o tempo, o silêncio, a quietude que é necessária.

Muito poucos seres humanos gostam de fazer isto. Se alguma coisa acontece interiormente, digamos um movimento de raiva, então imediatamente existe o desejo de encobrir o fato ou escapar dele. Encobre-se ele dizendo que não aconteceu. “Não foi devido à minha falta; foi a outra pessoa que me fez fazê-lo”. Assim, existe a recusa de olhar para a raiva que surgiu. Os sintomas de egoísmo, raiva, amor ou poder, etc., podem ser muito sutis. Há o desejo de importância em cada pessoa. Este desejo é algumas vezes muito óbvio naqueles que se pavoneiam, que divulgam a si próprios. Mas ele também pode estar não articulado, mas habilmente escondido. Quando, sentindo-se ofendido, o senso de importância é ofendido, o que poucos compreendem. À medida que aprende a observar, a pessoa torna-se progressivamente cônscia não somente das sutilezas exteriores, como as cores reluzindo nas folhas, a luz caindo sobre a água e assim por diante, mas do que está acontecendo dentro de si mesma em relação a tudo o mais. Ela se torna cônscia de todos os movimentos da mente e das emoções. E a cuidadosa observação intensifica a sensibilidade da consciência, sendo que desse modo ela se torna cada vez mais capaz de esta cônscia.

A maioria das pessoas escuta muito pouco. Enquanto outra pessoa está falando, o “ouvinte” já está pensando no que ele quer dizer. A mente prossegue com sua própria tagarelice a maior parte do tempo. Mas deve-se aprender a escutar, como uma base para a meditação. Quanto mais profundamente se escuta, mais a consciência se torna cônscia. Tem-se de escutar a sons e também ao silêncio, ao que não é dito. Um homem irado pode dizer palavras ásperas. A pessoa que realmente escuta aprende que o que o outro está realmente dizendo é que ele é solitário, infeliz, frustrado. Aquele que não escuta cuidadosamente ouve apenas a palavra áspera, não o que o homem está realmente mostrando, que é a sua dor. Assim, a pessoa tem de escutar não somente ao que é falado, mas ao que não é dito; ao silêncio bem como ao som.

Então, por cuidadosa observação e escuta, o poder da consciência expande-se. Ela começa a florescer, o que significa que se torna mais aberta ao que a vida está dizendo. É sensível em sua apreensão do que existe, e é necessário sensibilidade para descobrir aquilo que faz no mais profundo, que é o significado, a verdade oculta. 

O significado, como dissemos, está em tudo na vida – em cada átomo de matéria, na folha de releva bem como no ser humano, naqueles a quem consideramos feios, bem como naqueles que parecem encantadores e adoráveis. É a falha em nossos olhos que os torna cegos para o que existe. Nos Upanichades, que são os mais antigos tratados filosóficos e religiosos da Índia, um sábio ensina que o verdadeiro Eu (atman), a Realidade, está em toda parte. Você ama sua esposa porque pensa que ela é sua, mas a esposa é amável não porque é sua esposa mas porque é aquela realidade oculta, o atman. O esposo não é querido porque é o esposo, mas porque é o atman. Assim, também o amigo, a criança, as relações, o dito inimigo, cada um tem um valor intrínseco. A pessoa que tem o poder de ver – o sábio – sabe que a verdade, a beleza, a bondade estão em todas as coisas. Nós todos temos de aprender a ver o real em todas as coisas e isto somente pode acontecer se aumentarmos nosso poder de visão.

Isto não pode vir de fora. Nenhum guru pode dá-lo, embora alguns pretendam que possam. A pessoa apenas pode ver aquilo que sua consciência é capaz de ver. Portanto, a menos que empreenda o difícil trabalho de viver uma vida diária, na qual o poder de observação, de visão, de sensibilidade, de resposta, de abertura, está aumentando, ela não pode ver a verdade, a realidade, deus, brahman, ou como quer que se queira chamá-la.

Na passagem do Upanichade referido, é dito que se você quer ver o real, o verdadeiro, a significação última, absoluta da vida, então aprenda a observar, a escutar, a ponderar e então medite. Assim, a pessoa tem de começar a ponderar. A vida da maioria das pessoas é gasta em trivialidades. Se elas observassem a si próprias, descobririam quantas horas do dia e da noite – pois os sonhos, na maior parte, repetem, de uma maneira incoerente, os pensamentos do dia – quantas horas são gastas em futilidades: o  que fazer; o que o vizinho disse, fazendo compras; quem brigou bom quem; a última intriga, etc. Cada um vive num pequeno círculo minúsculo de interesses e torna-se um cativo dentro deste círculo, identificado com esses interesses, quer sejam eles de sua família, de sua comunidade religiosa, de sua nação ou de alguma outra coisa. Ele não é mais do que um prisioneiro do círculo de seus próprios pensamentos e apegos. E tem de se liberar da pequena prisão de sua criação e aprender a ponderar sobre questões que são de significação mais profunda, de relevância mais universal.

O Sr. J. Krishnamurti, que atualmente tem algumas das coisas mais significativas a ensinar sobre meditação, diz: “ Vagueie pela praia e deixe qualidade meditativa ver até você. Se ela não vier, não a persiga. O que você perseguir será a memória do que foi – e o que foi é a morte do que é. Ou quando você vaguear pelas montanhas, deixe que todas as coisas lhe contem da beleza e da dor da vida, para que assim desperte para sua própria dor e para o fim dela”.

Há muito de importância universal sobre o que a pessoa tem de ponderar. A questão da dor e da alegria é de importância universal. Elas não são o que parecem ser na superfície. Há a busca de prazer, mas este prazer finda rapidamente. A morte toma alguém a quem alguém estava apegado, a afeição não é retribuída, a doença aflige os que são queridos. Inumeráveis são as maneiras elas quais o prazer termina em pesar e dor. Qual é o significado disso tudo? O que é o “eu” que continuamente busca prazer e tenta evitar a dor? Este eu existe por uma vida apenas? Existem muitas questões fundamentais que demandam uma resposta – uma resposta que seja real, não um eco vazio de palavras faladas por alguém mais. O que as escrituras dizem, o que Jesus Cristo ou Shankaracharya disseram são apenas palavras, até que pela séria ponderação, assimilação, se começa a descobrir por si mesmo o que cada questão realmente significa. Portanto, reflexão, capacidade de ponderar sobre verdades que são de significação universal, questionamento e investigação de problemas que se aplicam a todos os seres humanos, tudo é parte da prática meditativa. E ao fazer assim, a consciência abre-se e amplia o seu espaço. Ela quebra e ultrapassa as barreiras que criou para si mesma.

Assim, à medida que a base é estabelecida, o que auxilia a mente a despertar, a tornar-se mais reflexiva, observadora, sensível, escutando, observando, pensando, adquire a qualidade da profundidade. Somente a profundidade na própria consciência da pessoa é capaz de perceber a profundidade de toda a vida. A mente que vive em superficialidades pode ver somente coisas superficiais. Ao aprofundarmos a percepção, chegamos à profunda interioridade das coisas, aos níveis ocultos, sutis da vida. E existe uma profundidade infinita na vida; seu significado não tem limites. A descoberta dele é meditação; sua culminância é sabedoria.

No ensinamento budista, diz-se que a senda é tríplice. Ela começa com a reta conduta, chamada shila, o que significa que todos os fatores obscurecedores, as paixões  animais, os pensamentos egoístas que impedem a visão, devem chegar a um fim. Em segundo lugar, a senda implica em auxiliar a consciência a despertar através da observação, do escutar sensível e da profunda reflexão. Então a sabedoria começa a despontar. O caminho dá acesso a uma vasta esfera da qual não temos consciência agora. Então começa a revelar-se o supremo significado que abrange toda a vida.

Radha Burnier é Presidente Internacional da Sociedade Teosófica

Os Poderes Latentes no Homem - Radha Burnier

Crueldade, opressão e miséria desempenham um importante papel na vida e nas atividades humanas. Em grande parte, a cobiça pelo poder é responsável por esse estado de coisas. A cobiça pelo poder freqüentemente está envolvida com o desejo de prazer e o proveito de vários tipos. Na tradição oriental, o desejo dessas três coisas – poder, prazer e riquezas – é considerado como fonte de sofrimento, de dor. A mente que anseia por algum ou todos eles está enredada e é levada a empreendimentos destrutivos, embora algumas vezes pareçam louváveis. Certas ações parecem dignas exteriormente mas, de fato, são vistas como baixas e corrompidas quando os motivos são analisados. O homem orgulha-se do grande conhecimento obtido em vários campos, mas pode-se perguntar quanto de sua busca de conhecimento representa o puro interesse pela verdade e quanto dele é adquirido para propósitos ulteriores com finalidade de dominar outros.

Enquanto muitas pessoas não houverem questionado os propósitos e a validade ética de buscar o conhecimento nas áreas mais usuais, haverá graves dúvidas a respeito do desejo de adquirir poderes psíquicos. Esses e o conhecimento do extra-sensório não são qualitativamente diferentes do conhecimento e do poder que o homem tem no nível físico. Aquele é uma extensão deste último, comparável, por exemplo, à extensão da visão através do uso de instrumentos como o microscópio e o telescópio. Assim, a clarividência, quando acurada e confiável, é uma extensão do campo da visão. Nem a visão através do microscópio ou do telescópio, nem a visão clarividente libertam o homem ou o auxiliam a tornar-se livre de motivos egoístas. Por outro lado, o amor ao poder e a cobiça por novas experiências levaram pessoas a adquirirem conhecimento no campo psíquico. Por isso, muitas advertências têm sido dadas contra a aquisição dos “siddhis” (poderes psíquicos) inferiores, enquanto ainda resta algo de impureza na mente.

A verdadeira meta espiritual é o estado de perfeita ausência de egoísmo. O homem espiritual é aquele que não existe nenhum toque de desejo de poder ou proveito pessoa. “Não para si mesmo, mas para o mundo em que vive.” Não busca dominar outros, nem ocupar uma posição de mando. Uma leitura de “As Cartas dos Mahatmas ao Sr. A. P. Sinnet” deixa claro que o Autor de uma delas está cheio de humildade e não se esforça para trazer a vontade de outrem á sua sujeição. Como HPB disse, todos os siddhis estão a serviço de tal homem e ele é, naturalmente, dotado de força interior. É uma força que busca servir e não pressionar ou subjugar.

A Sociedade Teosófica existe para ajudar a regeneração do homem, o que implica em compreensão da profunda harmonia e unidade subjacentes na existência e no significado da vida. Como foi dito antes, a extensão do conhecimento e, através dele, a obtenção de  poder nos campos físico e psíquico, não produzem uma mudança radical na natureza do homem. Um mago, um clarividente ou um pesquisador no campo psíquico, é como qualquer outro homem, confuso e autocentrado. Suas ações não tendem a ser menos contraditórias ou mais generosas ou harmoniosas, porque ele obtém o conhecimento da Percepção Extra-Sensória, ou é hábil em produzir fenômenos.

O terceiro objetivo da Sociedade Teosófica (Investigar as leis inexplicadas da natureza e os poderes latentes no homem) é freqüentemente mal entendido. Pensa-se que a investigação do P. E. S., os fenômenos psíquicos e similares, são parte do trabalho a ser empreendido pela Sociedade. O significado desse objetivo, no entanto, deve ser considerado no contexto da razão de ser da própria Sociedade que é produzir uma mudança radical na humanidade, de um estado de egoísmo ao de absoluto altruísmo; de um estado de conflito e discórdia a um outro de compreensão da total  harmonia e unidade. A busca, a pesquisa do P. E. S., a extensão das respostas visuais ou outras da pessoa numa área levemente maior é trivial do ponto de vista do sublime propósito colocado diante da Sociedade Teosófica, que requer descobertas num nível muito mais profundo do que o físico e o psíquico.

Nas profundezas da consciência humana jazem potencialidades as quais as pessoas nem sequer sonham. Essas florescem em plenitude nos homens liberados, que são perfeitos em amor, sabedoria e puro altruísmo. Aquele que está preocupado com a regeneração do gênero humano deve deixar o “poder”, que é puro amor e sabedoria, expandir-se, a fim de tornar-se um benfeitor no real sentido. Os poderes latentes no homem não podem ser adquiridos, porque a busca do poder é destrutiva e causa sofrimentos. Os poderes espirituais manifestam-se naturalmente à medida que a pessoa aprende a libertar-se do egoísmo com o qual tentou proteger-se a si mesma durante longas idades e muitas encarnações.

É importante, especialmente neste ponto crítico da história da humanidade, que os Membros da Sociedade Teosófica ocupem-se com os fundamentos, em lugar de se ocupar com o que não é importante do ponto de vista da transformação moral e espiritual. No universo existe uma infinidade de fatos que ainda são desconhecidos. Assim, poderíamos buscar interminavelmente os detalhes de informações passíveis de obtenção em  diferentes níveis, mas que uma vez obtidas não tornam os que as buscam melhores. O mundo moderno oferece contínuo testemunho para o fato de que os acréscimos de conhecimento não têm criado um mundo melhor, talvez, pelo contrário, tenham criado mais problemas. O que é essencial não é mais informações, quer no campo físico como psíquico, mas um crescimento em amor e sabedoria, tranqüilidade e altruísmo, por cujo poder e virtude, a humanidade possa verdadeiramente redimir-se.

Radha Burnier é Presidente Internacional da Sociedade Teosófica

Tradução de Pedro R. M. Oliveira
Porto Alegre

PORQUE SOU VEGETARIANA - Radha Burnier

O mundo moderno está descobrindo, através de um processo lento e penoso, que todas as formas de vida desta Terra estão interligadas. Quando destruímos florestas ou mesmo insetos, fazemos mal a nós mesmos, porque provocamos sem saber, uma mudança climática ou impedimos a polinização, causando assim circunstâncias adversas ao nosso próprio bem estar. Mas lentamente, depois de haver causado muito dano, o pensamento ecológico está voltando-se para a não destruição e o vegetarianismo.

Os povos antigos no entanto, conheciam a verdade da unidade da vida intuitivamente, e portanto, de modo claro. Eles defendiam um modo de vida não destrutivo, indicado pela palavra ahimsa. Sou vegetariana em primeiro lugar, porque sei claramente, em meu coração, que toda a vida é sagrada e parte de uma única Existência. Quando alguém sente isso. Nada pode persuadi-lo a ferir ou destruir. A razão também nos diz que quando matamos e nos alimentamos de outras criaturas, são criados muitos problemas, não só ecológicos, mas problemas de saúde e outros. Mas estes são secundários.
As pessoas que se tomam vegetarianas por razões médicas poderiam retomar à dieta carnívora se as teorias médicas mudassem. Assim, novas idéias poderiam derrotar o atual ponto de vista ecológico. Mas nada pode mudar a percepção intuitiva da natureza preciosa da vida, sob qualquer forma que exista, por mais insignificante que a criatura possa parecer. Isto inspira na mente, de modo espontâneo, um sentido de cuidado, carinho e amor por todas as criaturas de Deus. Para mim, esta é a única razão de eu ser vegetariana.

Os métodos modernos de massacre de animais e produção de carne, são tão abomináveis que mesmo uma pessoa sem motivos espirituais para tornar-se vegetariana, deveria fazê-lo. Antigamente, quando as pessoas pensavam que precisavam comer carne, matavam o animal. Hoje, os animais são mortos em massa e depois se tenta criar um mercado. As pobres criaturas são mantidas em condições atrozes e antinaturais, miseravelmente confinadas, alimentadas e medicadas artificialmente, e maltratadas de muitas maneiras diferentes.

É necessário um coração muito duro para ser um não vegetariano - quando os fatos da produção de carne são conhecidos. Assim a pergunta deveria ser na verdade: "Como poderia eu, não ser vegetariana?" . Se conhecesse a condição, e mesmo assim me beneficiasse da dor dos animais criados para a produção de carne, eu seria muito pouco humana.

Milhões de pessoas na Índia têm sido vegetarianas por séculos e gerações, sempre com boa saúde - não só fisicamente, mas têm tido pleno poder mental e sabedoria espiritual. O território de ahimsa produziu naturalmente os videntes Upanishádicos, o Buddha, Mahavira, e uma série sem igual de místicos e homens santos, e por essa razão, mesmo agora, embora haja uma decadência perceptível, as pessoas olham para a Índia como a terra natal da espiritualidade - interessante observar que muitas pessoas notáveis que experimentaram uma elevação mística - freqüentemente chamada de expansão de consciência - tornaram-se naturalmente vegetarianas. Neste grupo estão as pessoas como Shelley, Wagner e Chariotte Bronte. cujo background era contrário ao vegetarianismo, mas que o escolheram mesmo assim. Porque há uma relação direta entre o fato de não matar e a abertura da visão espiritual ou percepção religiosa. Alguns grandes religiosos como Ramalinga Swamigal expressaram dor até mesmo ao verem plantas murcharem.

Isto era parte da verdadeira cultura e ethos da Índia, e não o pensamento segundo o qual os animais não têm sentimento. Esta teoria cômoda é uma negação das evidências diretas que os animais dão dos seus sentimentos: a devoção e alegria expressadas ao retorno do dono. a dor e até as lágrimas quando machucados. Tudo isto é visível para toda pessoa que não fechar deliberadamente seus olhos. Como podemos negar ao animal o direito de viver que nós reivindicamos para nós, e a oportunidade de ser livre e feliz que vemos como nosso direito inalienável? Os animais também são filhos da força universal e mãe única de todos.

Acredito que o caminho para o bem estar não está em promover a nossa própria satisfação às custas de outros, ou em prolongar a nossa vida causando sofrimento a outras criaturas - seres humanos, animais, pássaros ou outros. Qualquer agressão deve ser evitada sempre que possível; nenhum ferimento deve ser causado conscientemente a outro ser. Assim, a Lei da causa e efeito da Natureza, o Karma. trará por si mesmo o que é bom. Pelo fato de hoje tantas pessoas violarem aquela Lei - há crescente dificuldade e sofrimento. É uma loucura pensar que deveríamos abandonar as verdades e o modo de vida que são parte de nossa antiga cultura e ethos, e aderir ao carnivorismo e outros hábitos, para parecer moderno. Kalidasa disse: nem tudo que é antigo, é necessariamente bom. E também nem tudo que é novo e moderno, é necessariamente bom. A comprovação está nos resultados produzidos. O mundo moderno (cheio de violência e tensão. imoralidade e egoísmo) é produto de idéias erradas.

Hoje as pessoas acreditam que ter um coração impiedoso em relação aos animais - e tratar milhões deles como se fossem objetos materiais inertes que podem ser abertos e manipulados numa fábrica produtora de carne - não tem qualquer efeito negativo sobre a sociedade humana, mas, ao contrário, a beneficia. Esta é uma gigantesca falada. Porque os seres humanos que estão treinando a si mesmos para serem indiferentes ao sofrimento e brutais no seu modo de pensar, irão agir. inevitavelmente, com grande insensibilidade em relação a sua própria espécie - que é o que estamos vendo atualmente. O modo gentil de viver, a simpatia e a sensibilidade para com o bem estar de todas as criaturas, e uma capacidade de apreciar o caráter sagrado da vida, são necessários para construir uma civilização boa e pacífica.

Radha Burnier é presidente internacional da Sociedade Teosófica.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

As Sete Raças do Planeta Terra


Todo planeta tem Sete raças e Sete sub-raças. Nosso planeta Terra já deu 5 raças, faltam duas.

Depois das Sete raças, a Terra através de milhões de anos já transformada pelos cataclismos, se converterá em uma nova Lua.

Toda a vida involucionante e evolucionante veio da Lua. Quando a grande vida abandonou a Lua, esta morreu, se converteu em um deserto. Na Lua também existiram 7 raças e cada uma com suas 7 sub-raças.

A alma lunar, a vida lunar, está agora involucionando e evolucionando em nosso planeta Terra. ASSIM É COMO SE REENCARNAM OS MUNDOS.

Os astecas dizem que os homens da primeira raça foram gigantes extraordinários de cor negra, muito civilizados. Uma raça andrógina, assexual, semi-física, semi-etérica. Os indivíduos podiam reduzir seu tamanho ao de uma pessoa normal da atual raça Aria. Seus rituais e sabedoria foram portentosos. A barbárie não existia naquela época. Esta raça divina foi devorada pelos tigres da sabedoria.

O regente desta raça foi o Deus asteca TESCATLIPOCA. Cada indivíduo era um Mestre de sabedoria.

A reprodução se realizava pelo ato fissíparo, o qual é similar ao sistema de reprodução das células orgânicas mediante o processo de divisão celular. Assim, o organismo pai-mãe, se dividia em dois. O filho andrógino seguia sustentando-se por um tempo pelo pai-mãe.

A primeira raça viveu na Ilha Sagrada, situada na calota polar Norte. Ainda existe tal ilha porém em estado de jinas, dentro da quarta vertical.

A SEGUNDA RAÇA. Foi governada por QUETZACOALTL, foi a humanidade hiperbórea. A segunda raça se degenerou e se converteu em macacos, antepassados dos macacos atuais. Se reproduziam pelo processo de brotação, tão comum nos vegetais. Do tronco brotam muitas ramas. Foram arrasados por fortes furacões.

A TERCEIRA RAÇA: Foi a raça Lemur, que habitou onde hoje é o Oceano Pacífico, pereceram arrasados pelo sol de chuvas de fogo (vulcões e terremotos). Essa raça esteve governada pelo Deus azteca TLALOC. A reprodução era por gemação. A Lemuria foi um continente muito extenso. Os lemures que se degeneraram tiveram depois rostos semelhantes a pássaros. Por isso os selvagens, recordando a tradição, se adornavam com plumas na cabeça.

A QUARTA RAÇA: Foram os atlantes. Esteve governada pelo Deus azteca ATONATIUH. Terminou com uma grande inundação. As tribos pré-colombianas da América são descendentes desta raça, também os chineses primitivos e os primitivos egípcios, etc.

QUINTA RAÇA: Ária. Somos nós. Terminará com um grande cataclismo. Está perfeitamente descrita no Ahau Katun, que é o décimo terceiro que se conta; CABALIXBACH; CHACHALACA, povoado KINCHIL COBA. CHACHALACA de ROSTO SOLAR, o assento do décimo terceiro KATUN.


“Se enegrecera o ramalhete dos senhores da terra pela justiça universal de Deus Nosso Senhor”. “Se volteará o Sol, se volteará o rosto da Lua”

Baixará o sangue pelas árvores e as pedras; arderão os céus e a Terra pela palavra do Deus Pai, do Deus Filho, e do Deus Espírito Santo, Santa Justiça, Santo Juízo de Deus Nosso Senhor.

“Nula será a força do céu e da Terra quando entrem no cristianismo as cidades grandes e os povos ocultos, a grande cidade chamada MAAX, macaco, e também a totalidade dos pequenos povos em toda sua extensão do país raso de Maya Cusamil, Mayapan, Golondrina Maya seu lugar estandarte gamo”.

“Será o tempo em que se alcem os homens de dois dias no rigor da lascívia; filhos de ruins e perversos, cúmulo de nossa perdição e vergonha”.

Dedicados serão nossos infantes à “flor de maio” e não haverá bem para nós.

“Será o origem da morte pelo mal sangue ao sair da Lua, e ao entrar a lua cheia acontecerá o sangue inteiro”.

“Também os astros bons luzirão sua bondade sobre os vivos e sobre os mortos”.

Isto diz textualmente o livro dos livros de CHILAM BALAM, joia sagrada do povo maia.

SEXTA RAÇA: Koradi. Sairá depois do cataclismo da quinta raça, viverá em uma terra transformada.

A SÉTIMA RAÇA: Será a última.

É Necessário falar das 7 rondas planetárias:

Depois dessas sete raças a Terra se converterá em uma nova Lua.

Na primeira ronda, nossa Terra foi criada com matéria do plano mental. Na segunda ronda, nossa terra se condensou em forma etérea, e na atual ronda, a Terra cristalizou em forma física e química.

É urgente saber que a Terra físico-química evolui sob as leis do Karma planetário. A futura quinta ronda se desenvolverá no mundo etérico. A sexta ronda, no mundo astral e a sétima ronda no mundo mental. Depois virá a grande NOITE CÓSMICA.

Na primeira ronda as evoluções foram muito pobres, o mesmo se passou na segunda e na terceira. O fogo deu muito pouco rendimento nessas três precedentes rondas planetárias.

O resultado o temos à vista na quarta ronda em que vivemos. É espantoso o homem luciférico desta quarta ronda. O fogo planetário, pouco desenvolvido e sobre a carga do Karma planetário pelos pobres rendimentos das rondas precedentes, produziram em nosso mundo físico uma evolução lenta, pesada, terrível. As outras três rondas darão pouco rendimento devido ao Karma planetário.

Os Deuses da natureza tem trabalhado muitíssimo para criar seres auto-conscientes. Os deuses tem tido que fazer difíceis experimentos nos laboratórios da natureza. Porém, é bom saber, que a luta dos deuses por criar o homem, não terminou. Ainda o ser humano, ou chamado homem, tem que se desfazer de muitas coisas para que não estejam nos jardins zoológicos do futuro.

O reino de Malkut é um filtro terrível, quem queira liberar-se desta roda do Samsara, tem que dissolver o ego e encarnar sua alma. Raros são aqueles que conseguem.

O dejeto do filtro é o comum e corrente e este é tragado pelo abismo. O ouro, o seleto, o homem verdadeiro, é aquele que tem em si encarnado, sua alma e espírito e depois da morte vive desperto nos mundos internos. A natureza é implacável e o nascimento de um anjo-homem custa milhões de vítimas. “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.

Aqueles que sustentam que o homem vem do macaco, estão totalmente equivocados. Realmente é o macaco quem vem do homem. A transformação das espécies e a evolução darwinista são falsas. Ninguém viu nascer uma nova especie, ninguém viu nascer da família dos macacos um homem.

Se abusa da anatomia comparada, se abusa da lei das analogias para documentar posições falsas. Porém, ninguém viu jamais nascer uma nova espécie. Realmente, todas as espécies, são exceções de algumas poucas, são dejetos viventes do reino humano.

O homem atual descende dos gigantes antediluvianos, como anteriormente explicamos.

Toda raça tem sete sub-raças. A semente de nossa raça Ária é Nórdica, porém ao misturar-se com os sobreviventes atlantes deu origem às sub-raças do tronco ário.

PRIMEIRA SUB-RAÇA: Floresceu na Ásia Central, naqueles reinos desaparecidos da Ásia Central e cujas ruínas ainda existem nos Himalaias, ao redor do país do Tibet existiram as poderosas civilizações espirituais da primeira sub-raça Ária.

SEGUNDA SUB-RAÇA: Floresceu na Índia e em todo o Sul de Ásia. Em Perlandia, a terra sagrada dos Vedas, no velho Indostão, existiram formidáveis culturas esotéricas e tremendas civilizações. Ali se desenvolveu a segunda sub-raça Ária.

TERCEIRA SUB-RAÇA: Criou poderosas civilizações: Babilônia, Caldeia, Egito, etc., etc… foram cenário de civilizações muito ricas e poderosas criadas pela terceira sub-raça Ária.

QUARTA SUB-RAÇA: Se desenvolveu em Roma, Grécia, Itália, Atenas, a grande cidade fundada pela deusa Atena. Roma antes de sua degeneração e destruição foi cenário MARAVILHOSO onde se desenvolveram as poderosas civilizações da quarta sub-raça Ária.

QUINTA SUB-RAÇA: É a Anglo Saxônica e Teutônica, a primeira e segunda guerra mundial com toda sua barbárie e corrupção moral, assinalam com seu dedo indicador aos homens e mulheres da quinta sub-raça ária.

SEXTA SUB-RAÇA: Resulta da mistura dos conquistadores espanhóis e europeus no território pele vermelha foi muito difícil, porque os conquistadores ingleses em vez de misturarem-se com os indígenas, os assassinaram. Só de forma muito insignificante e incipiente se realizou a mistura do sangue. Por isso a FRATERNIDADE OCULTA se viu na necessidade de converter o território Norte Americano em um crisol de fundição de raças. Nos Estados Unidos todas as raças do mundo se misturaram para formar a sexta sub-raça, com enormes dificuldades. A sexta sub-raça, na América Latina, se formou facilmente e isto é algo que não devem ignorar os tratadistas da antropogênese e do ocultismo.

SÉTIMA SUB-RAÇA ARIA: Ainda não existe (década de 60), porém existirá, será formada pelos sobreviventes do novo grande cataclismo que muito logo destruirá à raça Ária.

De maneira pois, que a raça Ária em vez de evoluir, involuiu, e sua corrupção agora é pior que a dos atlantes em sua época, sua maldade é tão grande que já chegou até o céu. A raça Ária será destruída para que se cumpram as profecias que RA MU fez na submergida Atlântida: “SE ELES SE ESQUECEREM DE QUE DEVEM SER SUPERIORES NÃO PELO QUE ADQUIREM SENÃO PELO QUE DÃO, a mesma sorte lhes caberá”.

Melchisedek, o gênio da terra, o rei do mundo, fez no Tibet a seguinte profecia: “Os homens, ou melhor dizendo, os mamíferos racionais, cada vez mais esquecem-se de suas almas para ocuparem-se somente de seus corpos. A maior corrupção vai reinar sobre a terra”.

“Os homens se assemelharão às bestas ferozes, sedentos de sangue de seus irmãos”.

“A meia lua se apagará caindo seus adeptos na guerra perpétua. Cairão sobre eles as maiores desgraças e acabarão lutando entre si”.

“As coroas dos reis, grandes e pequenos, cairão: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, estourará uma terrível guerra entre todos os povos”.

“Os oceanos rugirão. A terra e o fundo dos mares se cobrirão de esqueletos. Desaparecerão reinos, morrerão povos inteiros. A fome, a doença, crimes não previstos nas leis, não vistos nem sonhados ainda pelos homens”.

“Virão então os inimigos de Deus e do Espírito Divino, os quais jazem nos próprios homens. Aqueles que levantam a mão sobre outro, perecerão também.”

“Os esquecidos, os perseguidos, se erguerão depois e atrairão a atenção do mundo inteiro”.

“Existirão espessas névoas, tempestades horríveis, montanhas até então sem vegetação, se cobrirão de florestas”.

“A Terra toda se estremecerá. Milhões de homens trocarão as correntes da escravidão e das humilhações, pela fome, pela peste, e pela morte”.

“As estradas se encherão de multidão de pessoas caminhando ao ocaso de um lado para outro”.

“As maiores, as mais belas cidades desaparecerão pelo fogo. Um, dois, três, de cada dez mil homens, sobreviverão. Um ficará desnudo, destituído de todo entendimento, sem forças para construir seu vivenda ou para buscar alimentos. E estes homens sobreviventes, uivarão como lobos ferozes, devorarão cadáveres e mordendo sua própria carne desafiarão a Deus para combate”.

“A Terra toda ficará deserta e até Deus fugirá dela. Sobre a terra vazia, a noite e a morte”.

“Então eu enviarei um povo desconhecido até agora, (O Exército da Salvação Mundial), o qual com mão forte, arrancará as más ervas do terreno de cultivo e o vício; e conduzirão aos poucos que permanecem fiéis ao espírito do homem, na batalha contra o mal”.

“FUNDARÃO UMA NOVA VIDA SOBRE A TERRA, PURIFICADA PELA MORTE DAS NAÇÕES”.


domingo, 28 de outubro de 2018

A Ética Humana e os Terremotos


Por Damodar. K. Mavalankar

As teorias formuladas atualmente pelos cientistas em relação aos terremotos não são satisfatórias.

Os hindus têm uma superstição segundo a qual a grande serpente Basuki leva a Terra sobre sua cabeça, e quando a Terra se torna demasiado pesada devido a seus pecados, esta serpente move sua cabeça, provocando terremotos.

Se tratarmos de ir ao fundo desta superstição poderemos ter um vislumbre do que os antigos pensavam sobre a causa dos terremotos.

De acordo com a filosofia tântrica da ioga, a Terra é sustentada por uma força chamada Kundalini shakti. Esta força é a vida da Terra. Ela é simbolicamente representada por uma cobra entrelaçada em três voltas e meia em torno do linga-sharira da Terra. No microcosmo, esta força é um estado de tensão que produz uma corrente, cujo movimento ocorre ao longo de um caminho em espiral.

De acordo com o professor Maxwell, a eletricidade é um estado de tensão no éter luminífero, e todos os fenômenos da força magnética são observados quando a eletricidade flui ao longo de uma bobina em espiral. Com base nisso podemos pensar que o que se chama de magnetismo na ciência moderna é uma forma da Kundalini shakti dos iogues hindus. Os cientistas comprovaram o fato de que esta Terra é um grande ímã. E penso que a perturbação interna no magnetismo terrestre é representada simbolicamente pela superstição citada acima em relação à causa dos terremotos.

Os cientistas modernos não veem qualquer conexão entre a causa dos terremotos e acontecimentos no plano mental da Terra. Mas quando eles compreenderem que não há qualquer coisa parecida com casualidade no universo, que cada acontecimento visto como aparente casualidade é o efeito de uma força no plano mental, eles poderão perceber por que os hindus supersticiosos olham para os terremotos como efeitos dos pecados acumulados que os seres humanos cometeram.

Compreendida adequadamente, a superstição dos hindus significa o seguinte: que o efeito acumulado dos maus Carmas dos seres humanos na Terra, impressos no fogo astral, é produzir uma mudança na posição do centro de força da vida terrestre. Esse centro de força, a que os hindus dão o nome Padma ou Chakra, é a cabeça de Basuki. Quando para preservar a si mesma a Terra necessita mudar a posição do centro da sua vida ativa, surge uma perturbação no magnetismo interno da Terra e ocorrem terremotos – entre outros fenômenos -, do mesmo modo que acontecem tremores nervosos no corpo de um ser humano.

Só um Adepto, alguém que conhece profundamente todos os departamentos das forças naturais, pode saber até que ponto esta visão dos hindus está correta. Que o leitor busque obter a ajuda de um adepto para esclarecer suas dúvidas; e, tendo dito isso, nada mais tenho a dizer.

K.D.M.